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Luz e janelas

Como leio a luz que entra em casa ao longo do ano, e o que muda quando uma planta passa da janela a sul para a de norte.

A minha casa tem duas filas de vasos: a da janela a sul e a da janela a norte. Em julho tenho de recuar os da sul porque o vidro queima a folha encostada; em dezembro chego-os outra vez para a frente, porque a luz já vem fraca e de lado. A janela a norte é um caso à parte — passa de novembro a fevereiro sem um raio de sol direto, e durante anos bastou-me que o sítio me parecesse claro.

O que me desfez essa ideia foi a monstera: foi para a parede oposta ao vidro e começou a deitar folhas pequenas, inteiras, sem os rasgos de costume. Voltou a abri-los na primavera seguinte, já encostada outra vez. Agora rodo os vasos um quarto de volta cada vez que lhes limpo o pó e reservo a norte para as plantas que aguentam mesmo pouca luz.

5Neste tema

Plantas

  • Luz e janelas

    Monstera-deliciosa

    A monstera que começou a deitar folhas pequenas e inteiras quando a afastei do vidro, e que voltou a abrir os rasgos na primavera seguinte.

  • Luz e janelas

    Echevéria

    A suculenta que esticou o caule à procura de luz e me ensinou que um sítio claro para os meus olhos não é o mesmo que um sítio com sol.

Cuidados

  • Técnica

    Ler a luz de uma janela sem aparelhos

    Conto quantas horas o sol bate no chão e uso a sombra da minha própria mão; chega para decidir onde cada vaso passa o ano.

  • Técnica

    Rodar o vaso um quarto de volta

    Um quarto de volta cada vez que limpo o pó, sempre para o mesmo lado. É a forma mais simples de não acabar com uma planta torta.

  • Técnica

    Limpar o pó das folhas

    Pano húmido, água fria, duas vezes por mês. A diferença na cor das folhas grandes convenceu-me a não deixar passar o mês seguinte.