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Regas e água

Deixei de regar ao domingo e passei a levantar o vaso. Foi a mudança mais pequena e a que mais plantas me salvou.

Reguei por calendário durante anos. Ao domingo, todas, uma volta completa pela casa com o regador, fizesse sol ou estivesse a chover há quinze dias. Foi assim que afoguei o fícus-lira: raízes moles, cheiro a húmido, folhas a cair uma a uma. A lição custou uma planta grande e ficou.

Hoje levanto o vaso pelo fundo antes de decidir qualquer coisa. O pulso aprende depressa a diferença entre um vaso seco e um vaso ainda pesado, e é mais fiável do que o dia da semana. Deixo também o regador cheio de um dia para o outro: a água sai à temperatura da casa em vez de vir fria da rede, o que em janeiro, com 12 a 14 °C dentro de casa, não é um pormenor.

4Neste tema

Plantas

  • Regas e água

    Fícus-lira

    A planta que reguei ao domingo durante dois meses e que acabou com as raízes moles; foi o erro que me mudou a maneira de regar tudo o resto.

  • Regas e água

    Espatifilo

    O espatifilo que murcha de forma teatral ao fim da tarde e se recompõe sozinho durante a noite: aprendi a desconfiar antes de ir ao regador.

Cuidados

  • Técnica

    Regar pelo peso do vaso

    Levantar o vaso pelo fundo antes de regar evitou-me mais desastres do que qualquer calendário; o pulso aprende depressa o que é seco.

  • Técnica

    Deixar a água repousar antes de regar

    Deixo o regador cheio de um dia para o outro: a água sai à temperatura da casa e não apanho as raízes com água fria da rede.