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Vasos e recipientes

Terracota contra plástico, o número acima, o furo que falha: três decisões que valem mais do que a rega certa.

Já pus uma planta num vaso com três números a mais só porque o tinha em casa e ficava bem na sala. A terra ficou três semanas sem secar e a planta parou onde estava. Hoje subo um número de cada vez e aceito que vaso grande não é sinal de planta feliz. O material conta tanto como o tamanho: no verão, a terracota seca-me em três dias e obriga a regar quase dia sim dia não, enquanto o plástico guarda humidade uma semana inteira.

O pior que fiz foi levar para casa um cachepot bonito sem furo. A água da rega ficava lá dois dias e nem virando tudo conseguia tirá-la. Agora o vaso escorre no lava-loiça e só entra no cachepot depois de deixar de pingar — e, sempre que me esqueço, é o prato que me denuncia vinte minutos depois.

5Neste tema

Plantas

  • Vasos e recipientes

    Vaso de terracota

    O vaso de barro que me seca em três dias no verão e me obrigou a mudar a rotina de rega quando chegou outubro e a luz caiu.

  • Vasos e recipientes

    Vaso de plástico

    O vaso de plástico que guarda humidade uma semana inteira e por isso ficou encarregue das plantas que vivem na janela virada a norte.

  • Vasos e recipientes

    Cachepot sem furo

    O recipiente bonito onde a água ficou dois dias sem saída; hoje só entra lá dentro um vaso já escorrido e que deixou de pingar.

Cuidados

  • Técnica

    Escolher o tamanho do vaso

    Um número acima do anterior, nunca três. Já pus uma planta num vaso enorme e a terra ficou três semanas a cheirar a húmido.

  • Técnica

    Esvaziar o prato depois de regar

    Vinte minutos depois de regar levanto o vaso e deito a água fora. Foi assim que acabei com os fundos encharcados e as raízes escuras.